terça-feira, 10 de maio de 2011

Cap. 4

Desfaço-me em cinza, meu papel aqui não importa mais, rasgo minhas roupas velhas, minhas cortinas, meu passado negro e desgastado por pedras e buracos em memória contida. Minha navalha enferrujada no pote de vidro cansa aos meus olhos, sem fio e sem a menor esperança de ficar.
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terça-feira, 26 de abril de 2011

Acaso.



Vou deixar que fale bem baixinho e que sua voz entre em meu coração até que pare no seu ritmo...no compasso de seu sorriso, para que haja somente o silencio de nós dois...e assim foi e assim será... e com nuvens e estrela pintarei nosso céu..
 
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Seu Presente.

E se...
E se todas as coisas que te deixam pra baixo você jogasse pela janela...
E se todos os dias de chuva você sorrisse...
E se todos os dias de chuva me lembram você sorrindo...
E se tudo for diferente agora...
E se o futuro....(dane-se)
E se você já estiver...(não importa...)
E se me falta seu ar, eu procuro nos vestidos que aqui ficaram...Busco seu gosto, seu rosto, as voltas no seu umbigo...seu toque...
           
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Três minutos.

Onde estão todos aquelas caixas, onde está minha caixa, cai da cama hoje e por incrível que pareça achei minha caixa de fotos, todos as sombras com suas identidades subliminares e sorrisos desenhados. Lembrar de que? Essa amnésia temporária de quem sou eu? Ou aonde vou? Falando nisso, meus livros, canções, lares, pares e talvez minhas balas coloridas que guardava no bolso?
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Até logo.

Se me permite gostaria de fazer algumas observações, algo rotineiro, desajeitado... ás vezes sem espaço para a saudade. Meu veneno tem a letra A, como outras soluções do alfabeto, problemas matemáticos e círculos....desgastados...
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Parágrafos

     Você acorda um dia e cansa do piloto automático, das pessoas de plástico e de toda aquela conversa fiada, cansa também de jogar a toalha, de concordar com o sim, com o não e com todo perdão. (...)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cap.3

        Desde Dias sentado em meu sofá começo a lembrar de minha mãe querida, de meu pai, dos meus irmãos e alguns soldados de areia. Lavava as mãos no tanque e corria, passando pela calçada de pedra, pulava o degrau do antigo galpão, me abaixava para que meu pai não me visse pela janela. Seguia até aquela velha plantação onde meus soldados de areia me aguardavam com sua continência, minha espada de madeira, minha bota e meu chapéu faziam a frente do meu pelotão de sonhos.(...)